Como diferenciar enxaqueca da dor de cabeça tensional

Segundo a literatura a dor de cabeça tensional e enxaqueca ainda não possuem uma causa universalmente definida, conhecida e comprovada. Sabe-se que envolve um desequilíbrio neuroquímico, mas não se conhece a exatidão da natureza desse desequilíbrio. Daí a adoção pela comunidade cientifica, de alguns critérios para definir o diagnóstico.

Critérios Diagnósticos Oficiais Para Enxaqueca Sem Aura:

 Como diferenciar enxaqueca da dor de cabeça tensional

a) Pelo menos 5 crises preenchendo os critérios b-d

b) Dor de cabeça com duração de 4-72h (quando não tratada ou ineficazmente tratada)

c) A dor possui pelo menos duas das seguintes características:

  1. Localização unilateral
  2. Latejamento
  3. Intensidade moderada a severa
  4. Agravada por atividade física do tipo caminhar ou subir escadas

d) Pelo menos um dos seguintes sintomas, concomitantemente à dor de cabeça:

  1. Enjoo e/ou vômito
  2. Aversão à claridade e/ou hipersensibilidade ao barulho

e) Não se enquadra nos critérios diagnósticos de nenhuma outra doença.

Critérios Diagnósticos Oficiais para Cefaleia do Tipo Tensional Episódica

a) Pelo menos 10 episódios de dor de cabeça com intervalo mínimo de 1 ao mês, em média, que preencham os critérios b-d

b) Duração de 30 minutos a 7 dias

c) Pelo menos duas das seguintes características:

  1. Localização bilateral
  2. Sem latejamento
  3. Intensidade leve a moderada
  4. Não agravada por atividade física do tipo caminhar ou subir escadas

d) Ambos os seguintes critérios:

  1. Ausência de enjoo e/ou vômitos
  2. Apenas dos seguintes sintomas: aversão à claridade ou hipersensibilidade ao barulho.

Aqui, um relato de caso, onde eu como fisioterapeuta e rolfista avaliei minuciosamente a paciente que, após tratar-se de maneira adequada, teve sua qualidade de vida melhorada significativamente.

Paciente N.C. 40 anos de idade, se apresentou na clínica com queixas de cervicalgia, de cefaleia difusa, nos dois lados da cabeça, em pressão, de intensidade moderada,sem enjoo, com duração que variava de meia hora e às vezes chegava a durar uma semana.

Já tinha consultado vários médicos, feito uso de diferentes analgésicos, realizado o número considerável de exames e não havia sido constatado qualquer doença que pudesse justificar a dor.

A paciente era portadora de exames de imagem. Tanto a RM (ressonância magnética) quanto o RX da coluna, não apresentavam qualquer doença que justificasse a queixa.

Após  a avaliação fisioterápica minuciosa: da postura, da marcha, do trofismomuscular(nutrição e manutenção dos músculos), do tônus muscular(grau ou capacidade de contração do músculo durante o estafo de repouso) e da mobilização articular foi constatado que a paciente apresentava uma organização postural e hábitos de vida que provavelmente eram as causas da queixa apresentada.

Foi proposto o tratamento durante dois meses e meio com método Rolfing® seguido de um treino de Pilates Clinico.

Paciente relata que ao fim do tratamento as dores sumiram. A consciência corporal, mudança de hábitos adquiridos ao longo do tempo e a educação de movimento trabalhados durante o tratamento de Rolfing® foram incorporadas e têm sido fundamentais para as AVDS (Atividades da Vida Diária) e consequentemente para melhora da sua qualidade de vida.

LEIA SOBRE: CEFALEIA, ENXAQUECA OU DOR TENSIONAL

Deixe seu comentário