A importância do sono

“Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer”

Ditado antigo de grande sabedoria popular, que nos mostra a importância de um sono restaurador, para uma vida saudável.

É durante o sono que o cérebro processa, revisa e armazena a memória

Sabe-se que dormir bem, isto é, ter um sono restaurador é fundamental não apenas para ficar acordado no dia seguinte, mas essencialmente por ser indispensável para a homeostase (situação físico-química característica e constante) do organismo, mantendo-nos dessa forma saudáveis.

O sono é um processo dinâmico, que depende do equilíbrio psíquico, neurológico e hormonal.

É regido por um relógio biológico pautado num ciclo de 24 horas cujo mecanismo é ajustado geneticamente e sua sincronia depende de fatores externos, como iluminação, ruídos, odores, hábitos, entre outros.

O sono restaurador comumente chamado de normal é constituído pela alternância dos estágios REM e Não Rem (NREM)

No estágio NREM temos fases que vão do sono leve, em que você é facilmente acordado, seguido por uma fase intermediária em que, as suas ondas cerebrais se tornam mais lentas, o corpo esfria e os músculos começam a relaxar até finalmente atingir a fase do sono profundo.

O estágio REM (Rapid Eye Movement) é a fase do sono na qual ocorrem os sonhos mais vívidos. Durante esta fase, os olhos movem-se rapidamente e a atividade cerebral é similar àquela que se passa nas horas em que se está acordado. Neste estágio, o tônus muscular diminui consideravelmente e o cérebro bloqueia os neurônios motores, levando a um total relaxamento.

Ciclo Circadiano versus Melatonina versus Cortisol

Todos os seres vivos possuem um ciclo de atividade e de descanso relacionados aos seus períodos durante o dia e durante a noite, chamado de ciclo circadiano.

No caso dos seres humanos, o ciclo circadiano regula todos os ritmos materiais bem como muitos dos ritmos psicológicos do corpo humano, com influência sobre a digestão, o estado de vigília e sono, a renovação das células e o controle da temperatura do organismo.

A  melatonina ou hormônio do sono, é secretado pela glândula pineal dos vertebrados nos períodos circadianos escuros, foi descoberta em 1958 pelo dermatologista Aaron Lerner e  está envolvida no controle do biorritmo fisiológico, participa na regulação de funções fisiológicas importantes, tais como o ciclo sono-vigília, coordenação motora, plasticidade neural, cognição, funções anti-inflamatórias, antioxidantes, entre outras.

Sua secreção ocorre à noite, estando relacionada com o sono, redução da temperatura corporal e outros eventos noturnos, sendo a luz o fator ambiental mais importante para a regulação da sua síntese e responsável pelo ritmo circadiano de sua secreção.

luz tem ação inibitória sobre a pineal, realizada pela seguinte via: impulsos luminosos excitam os neurônios da retina que por sua vez em conjunto com outras conexões nervosas levam essa informação à glândula pineal, fazendo com que a liberação de melatonina seja inibida, afetando desta forma diretamente a qualidade do sono.

Sabe-se que a produção do hormônio do sono começa a se elevar ao entardecer, atingindo o seu pico entre as 23h e as 3h da manhã.

Após o pico, os níveis de melatonina caem rapidamente, preparando o organismo para acordar no início da manhã, sendo iniciado o ciclo do cortisol, hormônio que age como despertador.

Ao redor das 8h-9h da manhã, os níveis de melatonina encontram-se no seu valor mínimo e assim permanecerão até o início da tarde.

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